DADOS ATUAIS DA AIDS NO BRASIL E NO MUNDO
Confira quais são os números de casos de Aids no Brasil e no mundo
ONU revela que índice global de pessoas com HIV é de 34 milhões
Relatório da ONU 'Together we will end Aids'levanta números da doença (Foto: Divulgação)
“Together we will end Aids” , os últimos números globais da doença. Segundo a entidade, representada pela Unaids, órgão que desenvolve políticas e estudos para o combate do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) no mundo, até o final de 2010, 34 milhões de pessoas conviviam com o vírus. Conforme divulgado pela agência, o número é o mais alto já registrado e se deve, principalmente, ao avanço das terapias, que prolongam a vida das pessoas contaminadas. Isso também proporcionou uma queda de 21% no número de mortes relacionadas à Aids no mundo desde 2005. Já o índice relativo a novas infecções anuais feitas pelo HIV diminuiu 21% desde 1997.
Em 2010, a Unaids registrou 2,7 milhões de novas infecções pelo HIV, sendo que houve 1,8 milhão de mortes devido a consequências da Aids. Os dados revelam que na América Latina, os índices da epidemia se mantiveram no mesmo patamar, com média anual de 100 mil novos casos desde 2001. Dessa faixa, as mulheres representam 1/3 dos infectados até 2010. Liderando o ranking de regiões com maior incidência da doença está a África Subsaariana, com 23,5 milhões, seguida pela Ásia Meridional e Sul-oriental, com 4,2 milhões. Na América Latina, foram registrados, em 2010, 1,4 milhão de casos.
Confirmando os números citados pelo médico, do total de infectados no Brasil, 343.095 (56,4%) estão situados no Sudeste. Em seguida, aparecem as regiões Sul, com 123.069 casos (20,2%); Nordeste, com 78.686 (12,9%), Centro-Oeste, com 35.1116 (5,8%) e Norte, que engloba 28.248 registros da doença (4,6%). No período entre 2000 e 2010, o número de casos de Aids caiu no Sudeste de 24,5 para 17,6 casos por 100 mil habitantes. Já nas outras regiões, esse número subiu de 27,1 para 28,8 no Sul; de 7,0 para 20,6 na Região Norte; de 13,9 para 15,7 no Centro-Oeste; e de 7,1 para 12,6 no Nordeste.
Avanços nas terapias propiciaram prolongamentoda vida dos pacientes (Foto: Reprodução de TV)
A rede de monitoramento brasileira é formada por um complexo banco de dados, alimentada por vários sistemas, a começar pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam), que abrange o número de casos de várias doenças, incluindo Hepatite e Aids, por exemplo. Existem também os Sistemas de Informação de Mortalidade (Sim), o de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel), e o de Controle Logístico de Medicamentos (Siclon). “Em algum desses momentos, identificamos os pacientes que possuem HIV, seja no óbito, na fase diagnóstica, ou quando ele vai buscar o remédio, que só é disponibilizado na rede pública, mesmo que ele tenha se consultado em um médico particular”, lista Gerson.
Pelo cruzamento dos sistemas, Gerson destaca que é possível determinar com mais detalhamento o percentual de casos, o que permite traçar políticas públicas mais eficazes. “A Aids é uma epidemia concentrada, pois temos no país o índice de menos de 1% da população com HIV, ou seja, é um evento raro. Já na África, em média, 20% da população são infectadas. Do grupo de pessoas com a doença no Brasil, as profissionais do sexo somam 5%, usuários de drogas também 5% e homens que fazem sexo com outros homens 10,5%, principalmente na faixa etária de 15 a 24 anos. Com relação à etnia, em geral, 45% dos que têm a doença são brancos, 9% são negros e 46% são pardos”, especifica o epidemiologista.

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