OS CONSCIENTES
"Ele é autoritário.Votar sim pela rejeição das contas dele é urgência"
A
vereadora Aladilce Souza (PCdoB) não está gostando nem um pouco das
movimenbtações feitas pelo prefeito João Henrique neste fim de gestão.
Segundo a edil, que entrou em contato com a redação do Bocão News, o prefeito quer aprovar dois projetos de lei complexos, "a 'toque de caixa' e os vereadores estão revoltados e são totalmente contra. Trata-se do projeto 21 e 22", disse.
De acordo com Aladilce, o primeiro projeto
trata de uma lei de ordenamento do solo, que já havia sido suspensa. O
segundo - um projeto de lei que prorroga o prazo de contrato de
concessão firmado com o consórcio de parques urbanos, o qual administra o Aeroclube.
A
vereadora ainda disse que prevê uma forte pressão para aprovação dos
projetos que, "na verdade mostra a atitude de João Henrique tal qual de
um rolo compressor sobre a Câmara.
Mas não aceitaremos", afirmou, salientando ainda que são matérias
complexas para serem aprovadas no final da gestão a 'toque de caixa'.

"Eu
acho que é um desrespeito do prefeito com a cidade. A Câmara também
está em fim de gestão e não tem como fazermos uma votação sem dicussão
com a cidade. Ele é utoritário e a atitude dele é mais que falta de
postura democrática. Qualquer projeto deste teria que passar por
audiência pública já que fazem parte da LOUS e o PDDU. Votar sim pela rejeição das contas dele é urgência", afirmou.
Segundo
Aladilce, esta ação do prefeito só beneficia o setor privado e por isso
"não vamos de maneira nenhuma aceitar estes projetos porque diz
respeito ao patrimônio da cidade".
Já
o prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse que defenderá que o
atual gestor, João Henrique (PP), suspenda a tramitação dos projetos
que propõem mudanças na área ambiental e no traçado da cidade enviados
na última sexta-feira (9) à Câmara Municipal. “Não é admissível que o
Executivo abra mão de qualquer tipo de receita que possa reverter em ganho para o município", disse ao A Tarde.
Entre
os projetos propostos está aquele que trata da concessão por 35 anos da
Via Expressa Linha Viva, cuja obra será paga por “moeda concorrente,
cessão de créditos, inclusive
fiscais contra o município, ou mediante a transferência de bens imóveis
de sua titularidade”: “Não aceitarei usar transcons em lugar da outorga
generosa”, avisa Neto.
De
acordo com a reportagem, sugerindo que o prefeito tenha “cautela” e
“equilíbrio” nas decisões que pretende tomar neste final de mandato,
Neto afirma que os assuntos que exigem debate mais amplo “são incompatíveis com a pressa”.

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