quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os rodoviários deflagraram greve nesta quarta-feira (23) por tempo indeterminado. Apesar da determinação da Justiça para que 60% da frota seja mantida no horário de pico (período de maior movimento na capital - das 5h às 8h e das 17h às 20h) e 40% no horário de menor movimento, os ônibus não estão circulando nesta manhã em Salvador.
A reportagem percorreu os bairros de Pernambués, Costa Azul, Sussuarana, Brotas, além da Avenida Tancredo Neves, Paralela, Bonocô, ACM, BR-324 nas imediações da Brasilgás, o Centro Administrativo da Bahia (CAB) e a Estação Pirajá e não avistou veículos do transporte coletivo urbano trafegando na cidade.
Alguns micro-ônibus do Transporte Complementar e veículos clandestinos estão circulando. Taxistas também aproveitam para pegar mais de um passageiro nos pontos de ônibus.
O diretor de comunicação do sindicato da categoria, Ubirajara Sales, disse que a orientação do sindicato para os rodoviários é para obedecer a determinação judicial. "Orientamos os companheiros para isso (cumprir a decisão da Justiça), mas não podemos obrigar as pessoas a irem para a garagem", argumenta.

O vice-presidente do sindicato, Euvaldo Alves, tem o mesmo discurso. "Fiz ronda nas garagens e os rodoviários não estão nem indo para a garagem. Nem estamos precisando impedir a saída de carros. Não temos como controlar que a determinação da justiça seja cumprida".

Ao contrário dos movimentos dos anos anteriores, quando era comum a presença de sindicalistas nas portas das garagens, esse ano essa situação não foi flagrada pela equipe de reportagem. O clima é tranquilo nas garagens das empresas Joevanza, Vitral, BTU, União, Boa Viagem e São Cristovão.

Apesar da paralisação dos motoristas, a maioria dos pontos de ônibus e estações de transbordo não estão lotados.

Reivindicação - Os rodoviários querem a volta do pagamento do quinquênio e reajuste salarial calculado com base no índice de inflação medido pelo Dieese mais 3% de ganho real. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que intermedia a negociação, o patronato não ofereceu contraproposta.

E OS NOSSOS SINDICATOS, QUE BRIGAM ENTRE SI PARA NOS REPRESENTAR, ACEITAM OS MÍSEROS 580,00, ONDE VAMOS PARAR? NA ESTREITA MARGEM DA SARJETA?

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